quarta-feira, 13 de junho de 2007

Boca Juniors x Grêmio: decisão de difícil prognóstico




Dois times com a “cara” da Taça Libertadores da América. Grêmio e Boca Juniors/ARG chegam à decisão do torneio com muitos méritos. E digo que eles possuem a “cara” da competição porque, normalmente, as equipes que conquistam esse título sul-americano esbanjam raça e determinação; exatamente como as duas equipes. Não que a técnica não seja importante, mas o troféu da Libertadores quase sempre é levantado pelas mãos do capitão do time que demonstra mais vontade e vibração. Aliás, essa é a “mística” da Libertadores que mais me intriga... afinal, dificilmente uma equipe conquista esse título quando aposta suas fichas somente na parte técnica. A Libertadores exige mais...
Exige comprometimento da equipe, raça, alta dose de vibração e um apoio incondicional e constante da torcida. Todos esses fatores, aliados à técnica, tornam uma equipe incontestavelmente forte na briga por esse título. É neste contexto que emerge a questão: quem é o favorito para ficar com o caneco? Sem dúvida essa é uma indagação de difícil resposta, uma vez que tanto a equipe argentina quanto a equipe brasileira reúnem todos os atributos acima descritos (apesar de não possuírem uma técnica das mais apuradas). Sendo assim, é melhor não ficar tentando descobrir qual equipe é superior. Por enquanto, nos contentemos em acompanhar e apreciar mais um formidável espetáculo de futebol.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

O dia em que o Grêmio engoliu o Peixe...


Uma vitória argentina. É assim que defino a vitória do Grêmio sobre o Santos no primeiro confronto entre as equipes, válido pela semifinal da Taça Libertadores. E justifico o porquê de tal comparação. Em primeiro lugar, pelo estilo de jogo. Com uma marcação implacável, a equipe gaúcha neutralizou todas as jogadas santistas. Prova disso é que Zé Roberto, Pedrinho e companhia deram praticamente um chute a gol durante toda a partida. É inegável que o forte preparo físico (mais uma característica do time gaúcho) e a marcação intensa são características do futebol dos “hermanos”.
Em segundo lugar, a torcida gremista deu um show à parte. Cantou o jogo INTEIRO e incentivou do início ao fim. E não dá para dizer que esse comportamento tem aparecido apenas nas vitórias. Já faz um bom tempo que essa torcida sulista preocupa-se apenas em apoiar a equipe. Digo que ela chega a lembrar a torcida do Boca Juniors; marcada, justamente, pelo apoio incessante dado à sua equipe durante as partidas.
Sendo assim, o Santos precisará jogar muito mais para superar o “espírito argentino” dos gremistas. Até mesmo Wanderlei Luxemburgo reconheceu a pífia atuação da sua equipe, dizendo que “o Grêmio já poderia ter definido o confronto”. Como isso não aconteceu, ainda há esperança para o time da Baixada. Resta saber se o Peixe vai conseguir jogar o verdadeiro futebol brasileiro, caracterizado pelo drible, pela técnica e pela inovação. Afinal, esses são, geralmente, alguns dos principais atributos dos times comandados por Luxa. Quem sabe se atuando dessa forma, a equipe paulista consiga eliminar a equipe argentina. Perdão! A equipe gaúcha.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Imortalizado, mais uma vez

Mil gols. Já parou para pensar como é difícil atingir essa marca? Sei que uns irão dizer: “Ah, mas o Baixinho considera gols não oficiais, marcados quando ainda não era profissional”. Concordo que os critérios utilizados pelo craque para atingir esse número são bastante questionáveis. Mesmo assim, acredito que a festa do Romário é válida. Por incrível que pareça, digo que ela é válida menos pela questão dos gols em si, e mais por representar uma outra forma de “imortalizar” o Baixinho. Em tempos em que se observa uma padronização do futebol, em que os discursos nessa área são praticamente os mesmos e em que dificilmente sobram espaços para inovações, o gol 1000 de Romário representa uma fuga a esses padrões.
Por outro lado, não discuto que os dias que antecederam o gol 1000 foram bastante cansativos; uma verdadeira novela que já estava se arrastando havia algum tempo. Até por isso a “grande festança” perdeu um pouco da sua graça. Todavia, não tenho dúvida que irei lembrar desse dia em um futuro distante. Me conforta saber que o próprio Romário concorda com as ressalvas feitas: sim, ele tem 1.000 gols, sendo X como profissional, Y como amador, etc. Aliás, ele sempre deixou bem claro que essa é uma marca pessoal; que essa é uma lista sua.
Essa é mais uma das razões que me fez afirmar que a história dos mil gols é, principalmente, mais uma forma de “imortalizar” o jogador. Quando, no futuro, lembrar desse marco, tenho certeza que irei recordar, em primeira instância, as jogadas geniais do craque (quem não se lembra daquele elástico no Amaral?), suas partidas memoráveis (como as da Copa de 1994) e, é claro, muitos gols. Não todos. Nem mesmo a maioria deles. Se lembrar uns 20, já estarei satisfeito. Até porque a quantidade de gols não será o único fator que nos fará lembrar do Baixinho. Talvez este nem seja o fator principal. Na realidade, ele será mais um fator dentre tantos outros.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Seleção?

A seleção brasileira de futebol já viveu, sem dúvida, tempos mais gloriosos. Tempos recentes, inclusive. Tempos em que os treinadores da “seleção canarinho” convocavam, realmente, os melhores atletas do país. Analisando mais uma convocação do técnico Dunga, observo com clareza um processo que chamo de “banalização da seleção brasileira”. Algumas boas atuações em seu clube já são suficientes para certos jogadores conseguirem vestir a “amarelinha”. E detalhe: essas atuações, muitas vezes, acontecem no futebol da Rússia, Ucrânia, ou seja, em países que não representam à elite do futebol mundial.
Sei que muitos vão questionar: “então você é contra a realização de `experiências` na seleção brasileira?” De modo algum. Se um jogador não tiver uma chance de representar a seleção de seu país, jamais saberemos, obviamente, como ele encara a pressão de vestir a “amarelinha”. E os amistosos servem um pouco para isso. Entretanto, atletas chegam hoje à seleção brasileira sem jogar um futebol digno para tanto. Ou Doni e Jô tiveram atuações memoráveis em seus clubes para receberem a chance de defender o Brasil? Ao abrir “um leque de oportunidades”, o técnico possibilita a presença, na seleção, de jogadores que não possuem uma técnica das mais exuberantes. Podem discordar, mas acredito que Doni, Jô e Alex Silva ainda não fizeram por merecer uma chance na seleção brasileira.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Nostalgia

Vai começar mais um Campeonato Brasileiro. Muitos dizem que este será mais um campeonato de baixo nível técnico. Realmente, encontrar grandes craques no futebol brasileiro hoje em dia está muito difícil. Por essa razão, proponho um desafio. Abaixo, faço uma lista dos melhores atletas que já jogaram no meu clube de coração: o Corinthians. Essa seleção de jogadores, porém, abriga atletas que vestiram a camisa do Corinthians a partir de 1992, ano em que comecei a me interessar por futebol. Em tempos de ineficiência técnica, nada melhor do que lembrar nomes de grandes jogadores que fizeram história no futebol nacional (é verdade, entretanto, que um ou outro ainda está em atividade no futebol brasileiro). Sendo assim, proponho que você deixe seu comentário com a seleção do seu time preferido! Relembre quais são os melhores jogadores que você viu atuar com a camisa do seu clube (só vale um por posição). Eis a minha seleção:

Goleiro: Dida

Lateral-direito: Rogério

Zagueiro 1: Marcelo Djan

Zagueiro 2: Gamarra

Lateral-esquerdo: Kléber

Volante 1: Vampeta

Volante 2: Rincón

Meia direita: Marcelinho Carioca

Meia esquerda: Neto

Atacante 1: Edilson

Atacante 2: Tevez

sexta-feira, 4 de maio de 2007

É hora da decisão!

Chegou o momento de decidir. Considerado para muitos o melhor time do Brasil atualmente, o Santos tem, no domingo, uma boa oportunidade de legitimar a afirmação citada. Isso porque reverter a vantagem do São Caetano é, sem sombra de dúvidas, um desafio dos mais complicados. Em primeiro lugar, porque o Azulão vem jogando um bom futebol. Em segundo lugar, pelo fato da equipe de Dorival Júnior possuir uma considerável vantagem, conseguida na primeira partida. Ademais, o Santos vive tempos um tanto quanto conturbados. Os últimos acontecimentos envolvendo Luxemburgo e parte do elenco abalaram um pouco a tranqüilidade que pairava na Vila Belmiro. Acontecimentos esses que culminaram, inclusive, com a saída de alguns jogadores. Os desfalques santistas, aliás, representam mais um fator que dificulta a conquista do título. Não que Antônio Carlos, Rodrigo Tiuí, Dênis e Pedro sejam grandes craques, mas cada um tinha uma importante função dentro da equipe. Por essa razão, acredito que essas ausências serão muito sentidas pelo time.
Diante dessas adversidades, o torcedor santista deve estar preocupado. Preocupado sim, porém, esperançoso. Esperançoso porque é justamente neste momento de maior dificuldade que os craques aparecem e mostram o seu valor. E os craques santistas estão devendo bastante nessa fase final do Paulistão. Estou me referindo, sobretudo, a Kléber e Zé Roberto. Quem sabe, portanto, se domingo não é o grande dia para esses atletas mostrarem o quanto são decisivos?

terça-feira, 24 de abril de 2007

Que desilusão!

Santos e São Paulo tiveram diferentes destinos no Campeonato Paulista. Apesar dos caminhos distintos, um aspecto em comum: a decepção. Os comandados de Muricy e Luxemburgo tiveram atuações abaixo da média nos dois jogos das semifinais. Sentir uma profunda decepção, portanto, foi inevitável. Jogadores importantes das duas equipes foram motivos de desapontamento. Zé Roberto, Cléber Santana, Kléber, Hugo, Jadílson e Leandro são exemplos claros de atletas que decepcionaram. E o pior de tudo: a força de ambos os conjuntos não foi capaz de compensar as fracas atuações individuais.
No caso específico do São Paulo, além da fraca atuação da equipe, outro fator explica a eliminação do time tricolor. Deve-se comentar a competente partida realizada pelo time de Dorival Júnior. O São Caetano foi muito eficiente técnica e taticamente (o Santos que se cuide!). E a verdade é que prefiro ressaltar as qualidades do Azulão no confronto com o Tricolor, do que as falhas cometidas pela equipe do Morumbi. Dentro da competência tática mencionada, cito a forte marcação do São Caetano como fator decisivo para o sucesso do time no Paulistão. Destaque para Gleydson e para os zagueiros Thiago e Maurício.
Por falar em forte marcação, essa foi a principal virtude do Bragantino no torneio. Marcelo Veiga conseguiu formar uma equipe bem consistente na parte defensiva. Nesse caso, a defesa foi realmente o melhor ataque. Afinal, segurar durante dois jogos o poder ofensivo santista é uma tarefa que merece ser destacada. Mesmo com a desclassificação, os jogadores do Bragantino se despediram do campeonato como verdadeiros heróis.
No final das contas, acredito que Santos e São Paulo vão tirar boas lições dessas partidas. Depois dos sustos que passaram, acho difícil que essas equipes repitam atuações um tanto quanto pífias. Pelo menos esses times já sabem o que devem – e o que não devem fazer – para evitar futuras desilusões.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Chegou o salvador da pátria?

Paulo César Carpegiani foi apresentado nesta segunda-feira como o novo treinador do Corinthians. Sem dúvida essa foi uma contratação que surpreendeu a todos, ou pelo menos a grande maioria. O que esperar de Carpegiani no Timão? Não sei. A dúvida, para mim, é a única certeza. Aliás, independentemente do técnico que assumisse o Corinthians nos dias de hoje, acredito que a minha reação seria absolutamente a mesma: de puro ceticismo. O fato é que, em princípio, não dá para se esperar muita coisa do novo comandante. Não vejo Carpegiani como um técnico do mais alto nível, embora tenha realizado trabalhos competentes, como no Flamengo na década de 80 e na seleção paraguaia que disputou a Copa de 1998. Entretanto, esse não é o principal argumento que já me faz colocar em xeque o trabalho do treinador antes mesmo de tê-lo começado. Os argumentos mais fortes são velhos conhecidos da torcida corintiana...
Quais são eles? Falta de comando, ambiente político conturbado, ausência de um planejamento para o time, elenco defasado, etc. Convenhamos que trabalhar dentro dessa realidade não é uma tarefa das mais fáceis. Como mudar essa situação? Bem, ou com uma enorme reforma na direção político-administrativa do clube ou com a chegada de um verdadeiro “salvador da pátria”. Mas como Paulo César Carpegiani não é esse “salvador”, fica difícil vislumbrar um futuro de sucesso para o time de Parque São Jorge. Ainda mais quando já na chegada do treinador, o glorioso presidente corintiano o apresenta como “Paulo César Castegiani”, ou alguma coisa do tipo.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Zebras do futebol

Não é tão raro as “zebras” passearem no universo futebolístico. Resultados inesperados vivem surpreendendo os amantes do futebol. Sendo assim, é bom torcedores de Santos e São Paulo ficarem com os olhos bem abertos. Isso porque as “zebras” Bragantino e São Caetano apostam praticamente todas as suas fichas nas semifinais do Paulistão. A equipe de Bragança tem uma oportunidade única para comprovar seu ressurgimento no cenário do futebol paulista. Já o São Caetano pode apagar definitivamente a má impressão deixada no último Campeonato Brasileiro. No entanto, mesmo se jogarem tudo o que sabem, dificilmente essas equipes terão algum êxito nessa fase semifinal. Uma vitória sobre Santos ou São Paulo já será considerada uma tremenda “zebra”. O que dizer então de uma classificação para a final. É, eu sei, isso é inimaginável.
O futebol apresentado pelos pupilos de Muricy Ramalho e Luxemburgo tem sido de bom nível. Ninguém é capaz de duvidar da enorme superioridade dessas grandes equipes em relação aos seus adversários. Conseqüentemente, pensar em uma desclassificação antecipada de qualquer uma dessas agremiações é uma tarefa bastante difícil. Para se apostar em uma “zebra” nesses confrontos, é preciso ter muita coragem.
Situação semelhante acontece na final da Taça Rio. O favoritismo do Botafogo é claro. Ninguém arrisca dizer que a Cabofriense será a adversária do Flamengo na decisão do Campeonato Carioca. Em ambos os casos, aliás, creio que os admiradores do bom futebol devam estar torcendo para que os favoritos cheguem às finais. Ou alguém duvida que os confrontos Santos x São Paulo e Flamengo x Botafogo serão absolutamente espetaculares? Acho que não. Até porque esses são, atualmente, os melhores times do futebol paulista e carioca. Mesmo assim, tais equipes não devem subestimar seus compromissos. Tratar seus adversários com desdém talvez seja a única forma de se permitir o aparecimento das “zebras”.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Reforço?
Observando o desempenho de certos jogadores nos campeonatos estaduais, conclui que os dirigentes dos clubes e a mídia precisam, no universo do futebol, substituir, ou pelo menos utilizar com mais critério, a palavra “reforço”. Isso mesmo, estou falando exatamente daqueles atletas que chegam aos clubes com grande “status”, ou ao menos “com a pinta” de que serão bastante úteis para a equipe. São aqueles jogadores contratados pelos clubes e tidos como “reforços”. Mas será que eles são reforços realmente?
Alguns sim e outros não. Aliás, parece que a maioria não é. Como está difícil encontrar em um time algum jogador que mostre que o investimento feito nele não foi em vão. Nesse aspecto, noto que os clubes estão saindo prejudicados na famosa relação custo x benefício. A verdade é que muitos desses atletas taxados de “reforços” chegam às equipes, no máximo, para compor elenco. Isso quando ainda servem para tanto. É fato que um número considerável desses jogadores (os “reforços”) não está rendendo aquilo que o clube e a torcida esperam. E não dá para falar que as torcidas não são pacientes com os novos atletas que estão vestindo a camisa do seu clube do coração. Mas paciência tem limites! Os torcedores, assim como os próprios dirigentes, esperam dos contratados, se não resultados imediatos, pelo menos resultados efetivos em um tempo não muito longo.
Exemplos desses “reforços” não faltam:
Fluminense: Carlos Alberto, Luiz Alberto, Rafael Moura
Flamengo: Roni
São Paulo: Reasco, Frédson
Palmeiras: Leandro
Corinthians: Gustavo, Wellington, Marcos Tamandaré
Mas é claro que existem as exceções. Existem atletas que, logo que vestem a camisa do novo time, já jogam como se estivessem há vários anos naquela agremiação. Mesmo assim, proponho que os dirigentes e a mídia não chamem mais os jogadores contratados de reforços. É melhor esperar que os jogadores mostrem dentro de campo que merecem receber esse rótulo. Afinal, o competente passado de um jogador em outro clube não é suficiente para torná-lo um reforço para o novo time.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Crônica de uma eliminação anunciada

Em seu livro “Crônica de uma morte anunciada”, o escritor Gabriel Garcia Marquez fala sobre a evidente morte de um personagem. O autor, ao longo de todo o livro, deixa absolutamente claro – desde o início – que o referido personagem não vai escapar da morte; isso por x motivos. O livro não contém mistério ou surpresa nesse sentido: sabemos qual será o destino exato do personagem.
A situação do Corinthians no Campeonato Paulista me lembrou muito a história dessa obra. O insucesso da equipe na competição ficou certo desde o começo: brigas entre clube e parceiro (MSI), ausência de liderança dentro e fora de campo, falta de comando, constante saída de jogadores no decorrer do campeonato, fracas contratações, etc. Todos esses fatores só poderiam levar para um caminho, o caminho da derrota, da decepção, da eliminação. E assim foi.
Com exceção dos torcedores mais fanáticos, todos sabiam que o time de Parque São Jorge dificilmente colheria frutos no Paulistão. A pífia campanha da equipe começou a ser traçada bem cedo, e a eliminação precoce do torneio foi ficando cada vez mais evidente. Acredito que o fato do Corinthians ter ficado de fora das semifinais do Campeonato Paulista não foi surpresa para ninguém. Assim como estava anunciada a morte do personagem, estava anunciada também a desclassificação corintiana.

terça-feira, 27 de março de 2007

O clássico dos opostos

Padrão tático x desorganização. Liderança x iminente desclassificação. Técnica x raça. Tranqüilidade x pressão. Luxemburgo x Leão. Santos x Corinthians. O clássico desta quarta-feira na Vila Belmiro está recheado de antíteses. E talvez sejam justamente essas oposições as grandes responsáveis por fornecerem um charme ainda maior para essa partida decisiva. O favoritismo do Santos é evidente. Mesmo sem poder contar com Cléber Santana, Rodrigo Tabata, Maldonado e Kléber, os comandados de Luxemburgo têm tudo para vencer esse clássico grandioso. Entretanto, a equipe de Parque São Jorge já demonstrou a sua valentia. A raça é a principal arma do time do técnico Émerson Leão. Não que o excesso de vontade seja suficiente para equiparar as duas equipes, a ponto de dizer que não há favoritismo no clássico. Qualquer resultado que não seja a vitória santista pode ser considerado uma zebra. Mesmo assim, vale lembrar aquele velho ditado: clássico é clássico e vice-versa...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Esperança Verde

Sempre fui cético com relação ao time do Palmeiras. Após um começo de Campeonato Paulista bastante irregular, minhas dúvidas aumentaram ainda mais. Não sabia se o elenco montado pelo técnico Caio Júnior tinha potencial para brigar por uma das quatro vagas no Paulistão. Depois de 15 rodadas, no entanto, muitas dessas incertezas acabaram. Vejo um Palmeiras com um padrão tático, com uma organização em campo, com raça, vibração e plenas condições de chegar às semifinais. Mérito do técnico e dos próprios jogadores. Claro que a equipe ainda está longe de ser a ideal. Uma considerável distância separa o Palmeiras do Santos e do São Paulo; até porque esses últimos possuem times formados há mais tempo, logo, possuem mais conjunto. Mesmo assim, o torcedor palmeirense já consegue vibrar com a sua equipe e vislumbrar o futuro com um pouco mais de esperança, diferentemente do que tem ocorrido nos últimos anos.
Esse mesmo torcedor, entretanto, sabe bem que o título paulista é um trunfo muito difícil de ser conquistado. Difícil, porém não impossível. Muitos jogadores até então desconhecidos têm mostrado um grande potencial, tais como Pierre, Michael e William. Sem falar no “mago” Valdívia.
Não poderia deixar de citar, também, a ótima fase vivida por jogadores já consolidados, sobretudo a fase vivida por Edmundo. O craque teve atuações de gala nas partidas contra Corinthians e Marília, e tem provado que ainda pode decidir partidas. Considerando o desempenho desses jogadores e o bom trabalho realizado por Caio Júnior, não vejo porque não colocar o Palmeiras como um dos candidatos ao título. Aliás, o treinador palmeirense já demonstrou sua capacidade quando dirigiu o Paraná e, até mesmo, o Cianorte/PR (qual torcedor corintiano não lembra desse time comandado por Caio?). Apesar disso tudo, é sempre bom o torcedor do Palmeiras manter um pouquinho da sua desconfiança, isso porque a sua equipe mostra uma dependência muito grande do Mago e do Animal, e eles nem sempre irão produzir tudo aquilo que se espera.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Palpite em foco

Essa seção do blog abre espaço para os palpites dos resultados dos jogos de alguns dos principais times brasileiros. Ao lado da partida, coloco o resultado que acho mais provável para o confronto. Sendo assim, convido você a participar desse "palpitão", deixando seu comentário com as suas apostas. Após o término das partidas, veremos quem acertou o maior número de resultados. Mais atenção: só vale dar o palpite, obviamente, antes do início dos jogos. Boa sorte!
Madureira x Fluminense - Empate
Ituiutaba x Atlético/MG - Vitória do Atlético-MG
Palmeiras x Marília - Vitória do Palmeiras
América/RJ x Botafogo - Vitória do Botafogo
Cruzeiro x Democrata - Vitória do Cruzeiro
Paraná x Adap/Galo - Empate
Cascavel x Coritiba - Vitória do Coritiba
São Caetano x São Paulo - Vitória do São Paulo
Atlético/PR x Rio Branco/PR - Vitória do Atlético-PR
Corinthians x Barueri - Vitória do Corinthians
Santos x Rio Claro - Vitória do Santos
Vasco x Flamengo - Vitória do Flamengo
Você concorda com os palpites? Deixe seu comentário!

terça-feira, 20 de março de 2007

O time misto

Achei curiosas algumas declarações do técnico Wanderley Luxemburgo após a vitória do Santos sobre o Ituano. Luxemburgo mostrou certa irritação quando alguns membros da imprensa chamaram o time que foi a campo de time misto. “Se aqui fosse a Europa, vocês não falariam em time misto e sim em elenco; que o Santos possui um bom plantel”, afirmou o treinador. Calma, Luxemburgo! A expressão “time misto”- utilizada quando uma equipe entra em campo mesclando atletas que normalmente começam jogando com outros que normalmente iniciam os jogos na reserva – já faz parte da cultura do futebol brasileiro; assim como tantas outras. Se por acaso na Europa não existe essa expressão, isso é um fator puramente cultural. Não vejo problema em usar esse termo para designar uma escalação que seja diferente da habitual.
Aliás, quando falamos do desempenho do “time misto” já estamos mencionando a própria qualidade do elenco da equipe. Se um time consegue os resultados favoráveis, mesmo quando não atua com todos os seus principais jogadores, isso prova a capacitação do seu plantel. O “time misto”, portanto, funciona como um medidor da qualidade do elenco. Sendo assim, conclui-se que os dois termos estão bastante relacionados, e chego a dizer, até, que um está inserido no outro. Dessa forma, fica difícil tratar esses dois termos como se fossem compartimentos estanques, assim como fez o competente treinador santista.

segunda-feira, 19 de março de 2007

À moda corintiana

Não, não foi um grande espetáculo. Faltou técnica, não houve uma jogada genial, talvez tenha faltado até futebol. Mas raça não faltou. Emoção muito menos. Para aqueles que foram ao Pacaembu no último domingo, sobrou a satisfação por torcer por um time brigador, raçudo, persistente. Não há dúvida que a nação corintiana espera muito mais. Os comandados de Émerson Leão ainda estão devendo bastante. Entretanto, não resta dúvida também que uma lacuna foi preenchida. A lacuna da vontade, da vibração. Vontade essa que a torcida cobrou após as derrotas para São Paulo e Palmeiras. Vontade que começou a ser retomada apenas na partida contra o Marília, ressaltada, inclusive, pelo treinador corintiano.
O fato é que a vitória sobre o Noroeste fez a torcida relembrar os velhos e bons tempos, as grandes viradas, os diversos gols marcados nos últimos instantes das partidas. Acredito que, por mais que o torcedor corintiano ainda esteja insatisfeito com o desempenho do seu time, pelo menos uma parte do seu coração, aquela em que está situada a saudade, a emoção e o orgulho, deve estar palpitante e muito feliz.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Palpite em foco
Essa seção do blog abre espaço para os palpites dos resultados dos jogos de alguns dos principais times brasileiros. Ao lado da partida, coloco o resultado que acho mais provável para o confronto. Sendo assim, convido você a participar desse "palpitão", deixando seu comentário com as suas apostas. Após o término das partidas, veremos quem acertou o maior número de resultados. Mais atenção: só vale dar o palpite, obviamente, antes do início dos jogos. Boa sorte!
São Paulo x Ponte Preta - vitória do São Paulo
Volta Redonda x Flamengo - Empate
Corinthians x Noroeste - vitória do Corinthians
Ituano x Santos - Empate
Sertãozinho x Palmeiras - vitória do Palmeiras
Internacional x Juventude - vitória do Inter
Caxias x Grêmio - vitória do Grêmio
Cruzeiro x Tupi - vitória do Cruzeiro
Atlético-MG x América-MG - vitória do Atlético-MG
Botafogo x Fluminense - vitória do Fluminense
Coritiba x Paraná - Empate
Cianorte x Atlético-PR - Empate
Você concorda? Deixe seu comentário!

quinta-feira, 15 de março de 2007

Os deuses estão loucos?

Estava na redação outro dia quando me chamou a atenção um comentário feito pelo jornalista Fernando Calazans (O Globo / ESPN Brasil). No programa Linha de Passe (ESPN Brasil), Calazans falava sobre a possibilidade dos deuses do futebol estarem loucos. Entendam o contexto: em uma época de escassez de craques no futebol brasileiro, um dos melhores jogadores que atuam no país sofre mais uma grave contusão. Este atleta é Nilmar.
Por que será que os deuses do futebol permitiram tal acontecimento pela segunda vez? É realmente algo difícil de entender. Parece que os deuses não querem mais ver em gramados nacionais uma técnica mais apurada, um toque de classe ou um drible requintado. Nilmar é um dos poucos jogadores hoje em dia que detém esses atributos. Infelizmente, ficaremos sem contemplar o futebol vistoso desse jogador por pelo menos seis meses.
Não quero crer, porém, que os deuses tenham desistido de defender o futebol arte, que prima pela técnica, pelo drible, pela jogada bonita plasticamente. Espero que esse seja mais um capricho dos deuses; que eles estejam reservando um futuro maravilhoso para esse jovem jogador e, conseqüentemente, para o futebol arte. Espero que, mais uma vez, os deuses escrevam certo por linhas tortas.